sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PAULO FREIRE

Hoje lendo Paulo Freire, achei muito interessante as três consciências críticas na visão do educador:

Segundo ele, há três tipos de consciência: a semi-intransitiva, a consciência transitivo-ingênua

A consciência semi-intransitiva é típica das sociedades fechadas, com desenvolvimento atrasado, típico de países com desenvolvimento baixo. Nessas sociedades os indivíduos nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Os indivíduos são submissos, massificados, acomodados, alienados e acríticos. Essa consciência gera uma educação opressora.

A consciência transitivo-ingênua é típica das sociedades em processo de transição. A sociedade começa a se desenvolver, a ter consciência do seu papel transformador do mundo que o cerca, começa a haver um inconformismo com os problemas sociais. Apesar da consciência crítica estar começando a aparecer a sociedade pode ser uma presa fácil de líderes carismáticos. Os indivíduos são capazes de compromissos, mas sujeitos a fanatização e ao passionalismo e portanto pouco críticos. A educação está em processo de mudança.

A consciência crítica é típica das sociedades abertas e democráticas. É a consciência almejada. Indivíduos inquietos, dialogadores, comprometidos com a realidade social, histórica e política. Eles averiguam, impactam, provocam. Educação libertadora.
Segundo Paulo Freire, a escola é um grande espaço de diálogo, diálogo do educador com o educando. Da construção de novos conhecimentos entre eles.
Para Paulo Freire, o abismo entre a cultura e o trabalho não pode continuar a existir. A cultura deve ser valorizada. A partir do conhecimento cultural e do trabalho que o homem for desenvolvendo a partir de todo o conhecimento que ele já tem, a educação se tornará cada vez mais libertadora, mais conscientizadora e poderá fazer da sociedade uma sociedade mais crítica e mais reivindicadora de seus direitos.

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